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sábado, 26 de fevereiro de 2011

QUALIDADE DE VIDA

     “Conjunto de percepções     individuais sobre nossa posição de vida, no contexto dos sistemas de cultura e valores em que vivemos em relação a nossas metas, expectativas, necessidades, padrões  e preocupações.”  ((Grupo de Qualidade de vida da OMS)
O conceito de qualidade de vida varia de autor para autor e, além disso, é um conceito subjetivo dependente do nível sociocultural, da faixa etária e das aspirações pessoais do indivíduo.
É o aprimoramento do intelectual, ocupacional, físico, emocional e espiritual.
A Carta de Ottawa - um dos documentos mais importantes que se produziram no cenário mundial sobre o tema da saúde e qualidade de vida - afirma que são recursos indispensáveis para se ter qualidade de vida e saúde: Paz, Renda, Habitação, Educação, Alimentação adequada, Ambiente saudável, Recursos sustentáveis, Equidade, Justiça social.
Existem alguns instrumentos (questionários) para aferir a Qualidade de Vida da OMS:
    WHOQOL (World Health Organization Quality of Life) que possui duas versões validadas para o português:
Ø  WHOQOL - 100 (100 questões) composto por seis domínios: o físico. o psicológico, o do nível de independência, o das relações sociais, o do meio ambiente e o dos aspectos religiosos.
Ø  WHOQOL – Breve (26 questões) composto por quatro domínios: o físico, o psicológico, o das relações sociais e o do meio ambiente.
Ø      SF-36:     O The Medical Outcomes Study 36 Item Short Form Health Survery (SF-36) é um instrumento de avaliação genérico de qualidade de vida validado, de fácil administração e compreensão. É um questionário multidimensional formado por 36 itens, englobados em 8 componentes ou domínios: capacidade funcional, aspectos físicos, dor estado geral da saúde, vitalidade, aspectos sociais, aspectos emocionais e saúde mental e pode ser sintetizado em dois componentes, mental e físico. Apresenta um escore final de 0 a 100, no qual zero corresponde ao pior estado geral e 100 a seu melhor estado de saúde.
Alguns fatores têm influenciado o interesse cada vez maior na área de Promoção de saúde: pessoas querendo ser mais saudável, o envelhecimento da população, os custos de saúde aumentando pelo aumento da faixa etária, os custos aumentando pelo aumento dos riscos, a produtividade diminuindo pelo aumento dos riscos e a prevalência maior de doenças crônicas.
Para termos boa qualidade de vida, eis alguns tópicos importantes:
   1- Preservar os relacionamentos interpessoais
   2- Manter uma boa saúde
   3- Manter o equilíbrio emocional
   4- Lazer
   5- Trabalhar com prazer
   6- Vivenciar a espiritualidade
   7- Praticar a retidão e a caridade
  8- Acessar o conhecimento
   9- Viver em ambiente favorável.
Ø  Do ponto de vista físico, o fator mais importante na manutenção da saúde é o cuidado com a alimentação.
Ø  Visitas regulares ao médico são fundamentais para prevenir, diagnosticar e tratar possíveis doenças que possam diminuir a qualidade de vida.
Ø  A prática regular de atividades aeróbicas e exercícios, sempre de acordo com as limitações físicas e com orientação especializada, contribui para a conservação da saúde.
Ø  A atividade sexual saudável é outro fator importante na manutenção da saúde.
Ø  Saber usufruir de todos os momentos de lazer, a interação social e o desenvolvimento de hobbies e interesses diversos colaboram para que a mente mantenha-se ativa e saudável.
Qualidade de vida é, portanto, a preservação do prazer em todos os seus aspectos.
O prazer de ter um corpo saudável e a aceitação de seus limites, o prazer de interagir em sociedade, o prazer da satisfação dos desejos na medida do possível e aceitável, o prazer de compartilhar e de aprender...
“A arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte.” ( MAHATMA GANDHI)


“Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.”
                                 
                            
Augusto Cury

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

TRANSFORMAÇÃO


Transformação: ato de dar nova forma, tornar diferente do que era, alteração, modificação, adquirir nova forma.

Este processo é muito interessante, pois ao mesmo tempo que é doloroso (como um trocar de pele), estressante, é também muito bonito, pois é como se nascessemos cada dia de uma forma diferente.
O processo de transformação traz consigo uma necessidade de nos voltarmos para coisas que antes não eram tão importantes, assim como muitas coisas deixam de ter a importância que antes tinham. Nossa visão geral se modifica, pessoas que antes eram parte integrante de nossas vidas, de repente vão se distanciando, enquanto outras entram em nossa vida. As coisas parecem que despencam obre nossas cabeças, decisões são necessárias, não se consegue mais ficar estagnada, parada. Vamos tomando consciência das coisas, que é necessário mudar, melhorar. Vamos tomando consciência de nós mesmos, de nossas limitações, apegos, raivas, mágoas, enfim de coisas que escondemos de nós mesmos para não vermos e sofrermos, coisas que escondemos tão bem que levamos encarnações inteiras sem enxergá-las.
Transformação ou mudança é amedrontador, pois o desconhecido não tem textura discernível, nem faces familiares, nem segurança de sucesso. Quando não se é capaz de ter certeza do que vem através da névoa da mudança, é fácil, é natural, ficar com medo. Este medo, no entanto, pode gerar uma barreira para que as coisas aconteçam naturalmente, o que pode gerar mais dor, medo, perda ou pobreza.
O verdadeiro desafio na transformação envolve o processo de se confrontar com nossos próprios demônios interiores e de permitir que os sonhos e aspirações de nossas vidas tomem forma, cheguem a superfície de nossa vida, nos iniciando em um novo paradigma.
Nos faz olhar em volta e avaliar nossas vidas em termos do que já se realizou até agora e o que se tem para realizar ainda. E ai é que percebemos o quão pouco realizamos e o quanto ainda temos para realizar. Ai entra nossa coragem em vencer as barreiras que nós mesmos nos impomos, nossa fé em uma força maior que nos conduz sempre para frente.
Nesse processo o importante é fazermos nossa parte mas, também confiarmos que o Universo faça a dele para não nos sobrecarregarmos de responsabilidades desnecessárias.
A Natureza é persistente . Uma calçada freqüentemente é quebrada pela grama verde. A água carrega as pedras para criar uma garganta profunda. A força da natureza emerge, em última instancia, coroada de sucesso devido à sua persistência e da energia que ela absorve dos da sua espécie. Uma folhinha de grama ou uma gota de água não possuem poder, porém muitas graminhas ou muitas gotículas de água em conjunto, continuamente modificam a face do nosso planeta. Assim é com nosso processo de transformação, cada pequena “morte” com um pequeno “nascimento” modifica toda a estrutura de nossa vida.
È necessário acreditar no processo de mudança e não apenas nos objetivos que são alcançados.
A fábula do Patinho Feio nos mostra um belo processo de transformação. Após agüentar muitas lutas – e num momento crítico ser ajudado por um poder maior que ele – o patinho se transforma  na mais bela ave aquática de todas. Emergindo em sua nova identidade de cisne, ele encontra a dignidade e descobre também uma nova razão para as suas provações. Ele não está mais deslocado e confuso – ele é uma criatura rara, admirada por todos.
Quando começou a busca do patinho pela verdadeira identidade, ele acreditava ser inquestionavelmente feio, porque todos lhe diziam isso. Afinal, ele era diferente dos outros. Ridicularizado, desprezado e rejeitado, o patinho solitário andou de um lugar a outro tentando achar seus semelhantes – outros com os quais pudesse combinar, outros que o amariam. Não é o que todos procuramos?
A transformação é um processo doloroso, mas a dor é criativa e sanadora. Cada um pode escolher entre a destruição dolorosa de nós mesmos e dos outros, resultado inevitável do viver inconsciente, e a dor sanadora da consciência desperta, que exige crescer, lutar e desistir do egocentrismo.
Cada vez que aprendemos uma determinada lição, começa uma lição posterior. As facetas sombrias de nosso Ser, aqueles ângulos obscuros que inibem o nosso crescimento, são constantemente condenados a morte, nossas dúvidas, nossos maus hábitos, nossos pensamentos negativos ou nossa auto importância. Essas mortes demarcam nosso processo espiritual e nos revelam, a cada momento, que o Ser Humano possui capacidade de Caminhar em Beleza.. A morte em algum ângulo sombrio de nossa personalidade sempre serve como prenúncio do nascimento de um novo Dom ou talento já contido no âmago de nosso Ser. Cada vitória conseguida sobre alguma parte do nosso Ser que não esteja Caminhando em Beleza significa em si mesma um renascimento. Toda vez que uma pessoa alcança uma encruzilhada em sua vida e se vê frente à necessidade de tomar uma decisão e mudar de atitude, dá-se a morte do Velho e o nascimento do Novo.
Toda vez que nos propusermos a confrontar as facetas mais sombrias do nosso Ser que estejam nos desviando do Caminho para a Totalidade e nos decidirmos a purificar estes aspectos através do processo de Morte, estaremos dando mais um passo admirável em nosso próprio caminho evolutivo.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Estresse






"O ser humano é capaz de adaptar-se ao meio ambiente desfavorável, mas esta adaptação não ocorre impunemente"
LECI, 1971


Estresse ou “stress” é uma palavra derivada do latim, um conceito fisiológico, que refere-se à adaptação do organismo a uma modificação de seu estado. Durante o século XVII ganhou conotação de “adversidade” ou “aflição”. No final do século seguinte, seu uso evolui para expressar “força”, “pressão” ou “esforço”.
Ele integra o estado de tensão a que o ser se submete por existir. No homem, tem ligação estreita com a chamada “angústia vital”, um estado de prontidão constante. Qualquer alteração física, afetiva, intelectual e social pode provocá-lo. Assim, ele só desaparece com a morte.
                   Em termos finalistas, o “stress” é útil, capacitando o indivíduo para a ação, tornando-o produtivo. A ausência de resposta adequada aos estímulos acarretaria conseqüências fatais para o organismo. Sob este aspecto, o “stress” é benéfico e estamos aqui falando do chamado “Eutress”.
                  Entretanto, o termo é empregado geralmente, no sentido negativo, denominado “Distress”, referindo-se a uma condição patológica prejudicial e até perigosa para o organismo.
 Para o indivíduo, as suas emoções e a sua saúde física dependem quase que exclusivamente de sua interpretação do mundo exterior. A realidade de cada pessoa é o produto de sua própria criação. E quanto mais você entende as pressões e situações que o influenciam, melhor você se adapta às suas demandas.
Cada pessoa possui o seu stress, com etiologia e características pessoas.
Homeostase: É o estado de equilíbrio do organismo.
Paralelo a física newtoniana, todo corpo tende a um estado de repouso (que pode ser, inclusive, bem movimentado, como ocorre com os planetas). Qualquer afastamento deste estado por ação de forças externas, provocará uma reação por parte do corpo no sentido de retomar a condição inicial.
Os seres vivos apresentam o fenômeno da homeostase (o que, em termos de “eutress” tenderia a uma estado estacionário e improdutivo). Qualquer modificação disto, representa uma ameaça a vida do organismo, o qual, como sistema organizado, reage com alarme e um comportamento específico a fim de enfrentar o perigo.
A ação do sistema nervoso autônomo simpático da ameaça é: as glândulas supra-renais são estimuladas, mais adrenalina é lançada na circulação, o coração bate rápido enviando mais sangue (e mais glicose) aos órgãos efetores do ataque ou fuga, ou seja, os músculos estriados; a respiração se acelera, incrementando o oxigênio disponível ao metabolismo celular, a pressão arterial aumenta devido à constrição das artérias no transporte de sangue, a circulação põe-se a serviço dos músculos, em detrimento dos órgãos digestivos; as pupilas dilatam-se a fim de melhor se visualizar o perigo, glicogênio é mobilizado, dado o aumento do consumo.
Com isso estamos descrevendo a chamada Reação de Alarme.(Luta ou Fuga).
Ela ocorre, não necessariamente diante de perigo concreto, mas também como resposta a qualquer modificação – ou ameaça de modificação – ao estado de equilíbrio. Quantas boas notícias a provocam!
No ser humano, o “stress” se processa de modo idêntico aos outros animais, com duas diferenças:
1)     A ameaça provém tanto do mundo externo (componente objetivo da ameaça), quanto do mundo interno ( componente subjetivo, imaginário). Este último adquire, muitas vezes, importância extrema.
2)     Os músculos mobilizados não são apenas os estriados, dependentes da vontade, mas sim, e principalmente, os lisos (responsáveis pela movimentação do estômago, intestinos, brônquios, artérias e coração).
Impedida de se realizar através da musculatura estriada, a descarga da tensão gerada pelo alarme, ocorrerá ao nível dos órgãos internos (órgãos de choque).

REAÇÃO GERAL AO ESTRESSE

A reação humana a qualquer tipo de “stress” foi denominada por Selye: Reação geral de adaptação ou GAS em língua inglesa.
Consta de três fases:
-          Alarme: O corpo reage como um todo. (já descrita acima)
-          Resistência: O agente agressor persistindo, o corpo tenta adaptar-se a isto.
-          Exaustão: Caso a agressão não cesse, existe um limite na duração da resistência, após o que, sobrevém a exaustão
a) Reação de alarme:
Selye a define como o conjunto de todas as modificações inespecíficas do organismo em decorrência da brusca ação de estímulos aos quais não se encontra adaptado, nem quantitativa nem qualitativamente.
b) Fase de resistência
Se na fase de alarme, o organismo reage como um todo à agressão, na de resistência, a defesa inicialmente resgatada pelo contra-choque, torna-se mais especifica. Adquire intensidade igual ou maior à que o organismo possuía antes do ataque. Dá continuidade à tarefa do contra-choque.
c) Fase de exaustão
Ocorre dano tecidual com eclosão da doença orgânica: úlceras gastrointestinais, hipertensão arterial crônica, diabetes, fenômenos reumáticos.Dependendo da gravidade, as reações do choque são retomadas, porém sem resultado. O organismo tende para a morte.

CAUSAS DO ESTRESSE

EXTERNAS: Qualquer mudança na vida de alguém, agradável ou desagradável. Desde uma porta que bate a um acidente sério, a tensão psicofísica aumenta temporariamente. Não é possível eliminar o “stress” completamente, senão nos comportaríamos como mortos-vivos. Assim, são causas externas, todos os acontecimentos objetivos da vida, dinheiro, acidentes, perdas de entes queridos, desentendimento familiar, conjugal, preocupação com os filhos, trabalho excessivo, etc.
INTERNAS: Relacionam-se ao tipo de personalidade e ao modo como se reage à vida. São os “fantasmas” que cada um carrega consigo, as ameaças imaginárias.
Porém, para qualquer das causas, seja real ou imaginária, o organismo reagirá de modo idêntico, acionando o estado de alarme e daí por diante.
Quando o perigo é real, concreto, uma vez afastado, o organismo tende ao estado inicial de relaxamento e os sintomas desaparecem.
Entretanto, quando a ameaça é subjetiva, não pode ser afastada com facilidade e o organismo permanece reagindo a ela, provocando “stress”. Com isto, diminui a resistência às doenças: infecções, úlceras gastrintestinais, infarto do miocárdio, psoríase, afecções reumáticas, etc.

Sensibilidade ao “stress


Diante de situações objetivas estressantes, umas pessoas mostram-se mais sensíveis, outras menos.
Pesquisas indicam que pessoas mais resistentes ao “stress” apresentam atitudes específicas em relação à vida, tais como: abertura e tolerância às mudanças, tendência a se envolver com o que faz, exercício de uma filosofia de vida, sentimento de controlar os acontecimentos da vida.
As mesmas pesquisas mostram que uma pessoas com tais características têm 50% menos chance de desenvolver um quadro de “stress” em relação à média da população, acrescentando que podemos obter um modo saudável de ver o mundo em qualquer momento da vida, basta para isto se querer (isto é, PODER) aprender.